Wednesday, November 09, 2005

O futuro a Zeus pertence

Não poderia falar de outra coisa no dia de hoje do que as coisas inesperadas que vez em quando acontecem em nossas vidas. Saem nos atropelando feito trens desgovernados, nos pegando de surpresa, e nos levam geralmente pra lugares totalmente desconhecidos, e o que nos resta é cumprir a velha missão do homem nesse planeta: adaptarmo-nos. Exemplos mil eu posso dar, desde as mais pequenas coisas, até as mais importantes. E essas vagas vêm tão fortes, que não nos deixam tempo de raciocinar, principalmente em pessoas que necessitam ter em mente todos os passos que darão no dia seguinte, ou ter pelo menos um esboço. No momento faço analogias desse meu texto com o clima absurdo dessa cidade, como o temporal de sexta-feira passada, em que choveu quinze dias em apenas uma hora, levando a enxurrada tudo o que encontrava pela frente. Ou também as terríveis alternâncias na temperatura, muito comum por aqui, sendo que num dia faz 30° C e no outro 5°C. E nós, reles pessoinhas à deriva pela vida, ficamos impotentes e inertes frente a isso, conseguindo fazer um raciocínio lógico só depois que o estrago já está feito.
Meu objetivo não é escrever sobre a impotência humana frente às intempéries do tempo, mas sim frente aos rumos que a vida toma algumas vezes, que nos foge ao controle. Fico pensando se é um defeito pessoal se preocupar tanto com o que vem pela frente, se às vezes não seria melhor ter um modus vivendi totalmente carpe diem. Puxando um pouco o assunto pra teoria – mania de proto-historiador – acho que essa característica, por vezes inerente a todos nós, tem um pouco de ideário social. Vivemos na sociedade do consumo, de instituições voláteis e de um futuro incerto, e introjetamos a idéia de que o acúmulo e o planejamento nos trarão uma segurança num futuro, como já disse, incerto. Sendo assim, precisamos ter tudo esquematizado na mente, todos os passos determinados, para que não fiquemos, de uma hora pra outra, totalmente perdidos, sem saber o que fazer.
Mas a vida é mais esperta, e nos mete em situações cujas quais nem sequer nos passou pela cabeça. Assim, acho que nos cabe, como já disse, o papel da adaptação. A assimilação dessas situações, contanto que não sejam degradantes, pode nos conduzir a novos rumos e novas aprendizagens. Dessa forma vamos aprendendo a viver, e só nos resta conduzir a nossas vidas para rumos que nos sejam benéficos. E o futuro? Carpe diem!

Diego Soca

3 Comments:

Blogger Photography said...

nice blog. thanks

7:16 PM  
Anonymous Anonymous said...

blza de texto...

8:10 PM  
Anonymous Anonymous said...

fantástico

12:35 PM  

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