Loucuras
Escrever nesse blog foi umas das maiores loucuras que eu já cometi na vida. Escrever sobre o que eu penso, o que eu sinto, o que eu vejo. Sobre tudo e todos. Sou um livro aberto. Ou quase isso. Uso toda a literalidade possível para encobrir ou não me escancarar tão completamente. Meus textos me deixam mais nus do que muitas fotos que se encontram na rede. Isso acontece com todos que se expõem. Nessas horas é que gosto de ter um número de leitores próximo do zero. E será que eles vêm até aqui ler minhas opiniões e meus tentos literários ou só porque esse blog poderia ser a coisa mais próxima do big brother da minha vida?
Não sei. Também não consigo imaginar o que as pessoas pensam de mim. O feedback que eu obtive da maioria dos que conheci nessas últimas semanas não é muito positivo. Uma farsa, um charlatão, um plagiador, uma caricatura de alguém. Mesmo assim tem gente que me inveja. Por quê? Invejar isso é deprimente. Mas também tem cada tipo por aí.
Vou ter que me reconstruir. Não na essência, felizmente. Essa se mantém. Com falhas e virtudes. Nas medidas que me fazem ser o que poucas pessoas percebem que eu sou. Essas tem meu amor. Quase que incondicional. Porque nada é pra sempre. Porque sempre pode acontecer alguma coisa que mate um sentimento. Por qualquer razão. Porém, acredito que dificilmente essas pessoas farão algo desse tipo. Acreditar nas pessoas. Outra característica que exponho ao mundo. Mas que o mundo não expõe a mim. Quase ninguém acredita em alguém. Isso é ruim. Talvez não seja. Talvez meus conceitos sejam anacrônicos. O que por consequencia me tornaria anacrônico. Suposições. Reflexões. Divagações. Nenhuma exclamação. Vou deixar para gritar na rua. Onde mais pessoas me escutem. E se ninguém quiser ouvir, pelo menos lá estarão o seu Volmir e o seu Sinval. Sempre prontos para uma gorjeta ou para um grunhido gutural. Eles são engraçados. Devem ter um discernimento maior que o meu. Não esperam nada de ninguém. Aprenderam a se defender atacando.
Mais um texto chega ao fim sem conclusão. Quero ver até quando vou ficar esperando que ajam comigo como ajo com os outros. Não pagaria um centavo por isso. Mas viver minha vida é um dos poucos privilégios que tenho sem que me cobrem um centavo. Isso sim, é digno de inveja.
Rodolfo Mohr

1 Comments:
guri, eis o problema de transformar os textos numa mera sessão de descarrego emocional. É claro que é valido, mas ao sentimento deve ser posto rédeas curtas, pois deve domado. O sentimento que cantam um Tom Jobim e um Leonardo da vida é exatamente o mesmo, o que muda é justamente o refinamento que se traduz disso.
Sem controle sobrevem o clichê, por ex. "porque nada é pra sempre.". tá e daí? quem nunca ouviu ou disse isso? saca?
Tb acho que tu deveria dar uma revisada, pois o texto da com pequenos errinhos, possivelmente devido a tua pressa...
abração!
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